A gestão de gôndola se tornou uma decisão cada vez mais estratégica para os supermercados. Enquanto indústrias ampliam seus portfólios com novos sabores, embalagens e categorias, o espaço físico das lojas continua limitado.
Por isso, adicionar um novo SKU não significa apenas aumentar o sortimento. Cada produto precisa justificar o espaço ocupado e contribuir para o resultado da categoria.
Giro e margem não são mais suficientes
Durante muito tempo, vendas, giro e margem orientaram grande parte das decisões sobre o sortimento. Esses indicadores continuam importantes, mas precisam ser combinados com outras informações.
Ruptura, perdas, estoque, validade, elasticidade de preço e participação na categoria ajudam a entender a produtividade real de cada item.
Esse cuidado ganha importância diante de um consumidor mais seletivo. No primeiro semestre de 2026, o faturamento do varejo avançou 2,1%, enquanto as unidades vendidas caíram 1,5% e o fluxo nas lojas recuou 1,3%, segundo o Radar Scanntech.
Inovação precisa gerar resultado
A entrada de lançamentos também exige análise. Segundo dados citados pela SuperVarejo, 75% do crescimento do faturamento do varejo de alto giro em 2025 veio de lançamentos recentes.
Isso mostra a importância da inovação, mas não significa que todo lançamento deva permanecer na loja. Testes por região, perfil de unidade ou cluster permitem avaliar o desempenho antes de ampliar a distribuição.
Dados transformam a gestão de gôndola
A tecnologia permite cruzar vendas, estoque, margem, perfil de consumo e comportamento regional. Dessa forma, a gestão de gôndola deixa de depender apenas do histórico ou da percepção do gestor.
Com informações integradas, supermercados conseguem identificar quais produtos realmente agregam valor, ajustar o sortimento e aproveitar melhor cada espaço disponível.
No varejo alimentar, portanto, a disputa pela gôndola não será vencida por quem oferece mais opções, mas por quem consegue escolher melhor.










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