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Como fazer a setorização correta no seu supermercado
Gestão

Como fazer a setorização correta no seu supermercado

4 min de leitura

Setorizar os produtos nas gôndolas do supermercado pode parecer uma tarefa simples e sem muitas variações. Mas a verdade é que essa tarefa reflete diretamente nas vendas da sua loja e não pode ser subestimada. Por isso, no artigo de hoje vamos apresentar as estratégias de organização mais vantajosas para o seu supermercado.

Divisão em Setores

Será que existe uma regra obrigatória de como organizar o supermercado? Não, não existe. Entretanto, existe um layout que funciona muito bem em qualquer lugar do mundo, que é separar fisicamente o seu mix de produtos em:

  • açougue;
  • aves, frios e laticínios;
  • pescados;
  • adega e bebidas;
  • higiene;
  • limpeza;
  • hortifrúti;
  • mercearia;
  • padaria e confeitaria;
  • rotisseria;
  • enlatados;
  • cereais;
  • descartáveis;
  • utilidades e bazar.

Essa é a setorização básica, muito conhecida e familiar para qualquer consumidor, seja qual for sua classe social ou qual porte de mercado ele frequenta. Mas e se você quiser inovar? Vai ser vantajoso? Nem sempre fazer o que ninguém nunca fez vai te trazer louros. Isso depende de que tipo de inovação você quer aplicar no seu negócio. Por exemplo, imagine que a inovação que você quer realizar é uma ideia nunca aplicada antes, totalmente diferente de tudo que já se viu em qualquer supermercado. Parece ótimo! Mas a sua ideia é expor os produtos nas gôndolas em ordem alfabética, com a intenção de que o seu consumidor localize os produtos procurando por suas iniciais nos corredores.

Então imagine você entrando no corredor A e encontrando na mesma gôndola alface, amaciante e arroz. Com certeza essa situação te causaria estranheza, ainda mais pelo fato de que tais produtos exigem tipos diferentes de exposição e conservação, de forma que é incabível, por exemplo, que o arroz seja exposto próximo ao amaciante, um item de limpeza.

Por isso, quando se trata de setorização, é importante inovar com bom senso e experiência de mercado e, dessa forma, não haverá prejuízos nas vendas nem na conservação dos produtos.

Divisão em Níveis de Altura

Além da setorização, que é recomendável não extrapolar muito a setorização básica mais conhecida e familiar demonstrada acima, existem estratégias de organização das gôndolas. O segredo para organizar estrategicamente os produtos nas gôndolas é dividi-las em cinco níveis de altura. Vejamos:

Nível 5 – Acima da cabeça

Esse é o nível mais alto da gôndola e por isso ele possui menor visibilidade. Separe itens de maior tamanho ou produtos caros, que se danificados pela queda ou esbarrão de pessoas ou carrinhos podem causar maior prejuízo.

Nível 4 – Altura dos olhos

Este nível é o mais nobre, porque é logo visualizado pelo consumidor e as vendas dos produtos neste nível são privilegiadas. Por isso, para esta região da gôndola, separe os itens com maior lucratividade e que atraem o consumidor para a compra por impulso.

Nível 3 – Linha da cintura

Esta área é interessante para os produtos de grande procura, pois ainda que estejam abaixo da altura dos olhos, suas vendas não serão prejudicadas pois ainda estarão bastante visíveis.

Nível 2 – Abaixo da cintura

Esse nível instintivamente não está dentro do campo de visão dos consumidores, por isso é interessante que você separe os itens com menor lucratividade e os itens mais baratos, mas que também são itens muito comprados. Pois, ainda que a sua posição não esteja a mais favorável, os consumidores tendem a procurá-los do mesmo jeito, porque são produtos essenciais ou mais baratos.

Nível 1 – Chão
É recomendável que este nível da gôndola seja destinado exclusivamente para itens pesados, sempre que possível.

Essa divisão entre setor e nível de altura é a divisão mais básica. Porém, existem ainda formas mais sofisticadas de organização dos produtos, como a realização de um planograma, que é o processo de estudar e desenhar minuciosamente o layout de cada gôndola, estabelecendo exatamente o espaço que o item vai ter e a posição dele na gôndola. Planogramas ainda mais sofisticados consideram até mesmo as dimensões cúbicas que o item ocupa nas prateleiras para calcular qual a disposição limite do item enfileirado e etc.

Gostou do artigo de hoje? Então continue atento às novidades do blog, pois aqui você encontra o que há de melhor para o setor varejista ficar informado, de forma objetiva e esclarecedora.

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